Planejamento

Voltei à estaca zero

Olá, pessoal! Depois de um tempão sem postar, estou de volta. Agora como uma legítima Mamãe. Após 3 meses e meio cuidando da Nicole, ela já dorme a noite toda e vai até meio-dia (graças a Deus!) e finalmente consigo me organizar para recomeçar a fazer minhas coisas e voltar à minha rotina.

Essa vida de mãe não é fácil. É um trabalho braçal danado, mas já não sei mais viver sem a minha baixinha. Parece que já vivo uma eternidade com ela. Como disse o Diniz no comentário quando anunciei minha gravidez, “Agora vocês começarão a ver o sentido da vida…”. Ele tem razão. E juntando isso com a licença-maternidade, os meses em casa sem ter com quem conversar o dia inteiro até o Dinho chegar do trabalho, os pensamentos voam e os questionamentos surgem.

Será que imigrar realmente é a melhor coisa a fazer? Apesar de sempre ter sonhado a vida toda em morar fora, agora que tenho a Nicole estou sentindo muito mais medo de ir. Sei que imigrar com criança é bem mais difícil. Contudo, é um paradoxo porque, exatamente por ela fazer parte da minha vida, sinto mais vontade de ir e dar-lhe melhores oportunidades de vida.

Aí, explicando o título do post, vem a parte mais difícil da história: o Dinho. Sei que, por estar jogando todas suas fichas nesse seu novo projeto, ele acredita que vai dar certo e, dando certo, o sonho dele se realiza e não precisaremos mais ir para o Canadá. Mesmo não dando certo, ele morre de medo de ir. É muito mais apegado à família e aos amigos e sabe que sofreria bem mais do que eu com a distância. Então, juntando tudo, ultimamente tenho me sentido num mato sem cachorro: se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Uma insegurança sem fim, medo de trocar o certo pelo duvidoso. Só que aqui, olhando pelo lado profissional, minha frustração continua e nada é tão certo assim. Não sei nem mesmo o que eu gostaria de fazer no trabalho, o que me faria feliz. Até que ponto o Canadá seria duvidoso?  

Ainda não sei o que fazer exatamente. Vou recomeçar as pesquisas, a leitura dos blogs (preciso atualizar os links) e do grupo de imigração. Tenho visto que muita coisa aconteceu neste 1 ano que fiquei afastada. Parabéns a todos que já conseguiram o visto, já estão no Canadá ou adiantados no processo. Desejo muita sorte e força na peruca a todos. Como hoje sei que o meu prazo é maior, vou fazendo as coisas com mais calma. Só não vou desistir.

E para terminar o post, vou apresentar a minha Nicole, a Nicky, luz da minha vida.

     

 

Beijos

 

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Categorias: Canadá, Família, Pesquisas, Pessoal, Planejamento | 10 Comentários

Reprogramando…

Bem, com a gravidez e a chegada da Nicole, tivemos que fazer uma reprogramação nos nossos planos originais de ir para o Canadá e alterar a previsão do nosso timeline. Apesar de já imaginarmos, não tínhamos uma idéia ampla dos gastos que envolvem a chegada e a criação de um bebê. Sem contar todos os gastos com enxoval, quartinho e utensílios para a criança, precisamos gastar um bocadinho com a preparação da casa: pintura, telas de segurança, telas mosqueteiras, entre outras coisinhas aqui e ali que, se somadas, vão esvaziando o bolso. Portanto, teremos que recomeçar a juntar dinheiro para as despesas com o Processo de Imigração e para levar para o Canadá. 

Além disso, este ano o Dinho se engajou num projeto profissional que não deve terminar/dar resultado antes da metade de 2008. Como sempre foi o sonho de sua vida, o apoiei 100%, afinal também me realizo em vê-lo feliz. Então, ele se jogou de cabeça nisso e não tem mais tempo de pensar na imigração. Pelo menos, não agora.  

Portanto, como queremos que, a partir do momento em que dermos o pontapé para iniciar o nosso processo, estejamos os dois 100% focados e dedicados a isso, preferimos esperar mais um pouco. Achamos que será melhor assim. Teremos mais tempo para pesquisar, talvez até fazer a viagem de reconhecimento, aperfeiçoar os idiomas (pretendo aprender francês também para ajudar na pontuação), juntar dinheiro e esperar a Nicole crescer um pouco. Se formos quando ela estiver com uns 3 ou 4 anos, não precisaremos nos preocupar com os gastos de um child care e ela já poderá entrar na escola pública.  Vamos ver… muita água ainda pode rolar embaixo dessa ponte. 

Não pretendo abandonar o blog.  Vou continuar com as pesquisas e o que for descobrindo de interessante, vou postando por aqui.  

Tenham todos uma feliz passagem de ano e muito sucesso em 2008. Muitos envelopes de papel reciclado, pedidos de documentos, de exames e excelentes viagens a todos que já estão nesta caminhada. Fica aqui a nossa torcida para que tudo dê certo para vocês. 

Beijos

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A lista de cidades

Então, como eu havia prometido o post sobre as cidades que vamos pesquisar, aqui estou.  De início, para fazer a lista, não tive nenhum critério. Só o Québec foi excluído porque iremos pelo Processo Federal e não falamos francês.  As primeiras que entraram foram Vancouver (onde uma amiga morou por um ano), Toronto e Calgary, que eram as cidades que eu conhecia. Então fui xeretar em quais cidades há filiais da empresa em que trabalho e nas quais já trabalhei. Aí entrou Halifax também. E após visitar muitos sites, ler muitos depoimentos ou mesmo olhar no mapa, fui acrescentando algumas cidades. Outras acrescentei sem critério nenhum, nem sei como são. Tenho que começar tudo do scratch. 

Após conversas com o Dinho, começamos a pensar como seria a cidade perfeita para morarmos e, assim de bate-pronto, sem pensar com a razão e somente com o coração, o que “idealmente” queremos é uma cidade menor, mas que seja ao lado de uma grande metrópole. É como vivemos hoje em São Caetano do Sul, com cerca de 150 mil habitantes, a apenas meia hora do centro de São Paulo. Porém, antes das pesquisas serem finalizadas, não há nada decidido. Sei das vantagens e desvantagens de uma cidade grande e de uma pequena, mas só decidiremos quando terminar as pesquisas. E ainda pode ser que mudemos de idéia na última hora. A única cidade que foi excluída da nossa lista inicial é Vancouver, porque simplesmente não suportamos chuva. É algo que nos estressa profundamente. 

Aí está a lista das nossas cidades. Não é definitiva e não está na ordem de preferência. Está na ordem de número de habitantes, de 95 mil a 2,5 milhões. E se alguém tiver qualquer informação sobre qualquer uma delas que nos possa ser útil, por favor nos escreva. 

  • Toronto, Ontario

  • Ottawa, Ontario

  • Calgary, Alberta

  • Edmonton, Alberta

  • Mississauga, Ontario

  • Hamilton, Ontario

  • Kitchener, Ontario

  • Halifax, Nova Scotia

  • Winnipeg, Manitoba

  • London, Ontario

  • Oshawa, Ontario

  • Peterborough, Ontario

  • Barrie, Ontario

  • Kingston, Ontario

  • Guelph, Ontario

  • Brantford, Ontario

Beijos

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Onde morar? Que critérios usar na escolha?

Já comecei a saga das pesquisas para decidir em qual cidade morar. Trabalho minucioso, às vezes chato e acho que uma das coisas mais difíceis a serem feitas para os candidatos a imigrantes. Temos que considerar um milhão de coisas diferentes, fazer muita pesquisa, interpretar os dados de acordo com a realidade de cada um e tentar tomar a melhor decisão.  

Sempre li em diversos blogs sobre as tais pesquisas, mas poucas vezes li sobre o que foi considerado na escolha. Então, coloquei minha caixola para funcionar e criei meus próprios critérios de avaliação – é lógico que baseando-me nas minhas necessidades e do Dinho.  

Decidi colocar aqui os itens que estou avaliando em cada cidade. Talvez ajude alguém.    

  • Populaçãoestamos considerando este item porque queremos, idealmente, cidades menores, com no máximo 1 milhão de habitantes. Vamos ver se vai dar.);
  • Temperaturas médias;
  • Infra-estrutura de suporte ao imigrante;
  • Moradia – melhores bairros, preços de locação de imóveis e facilidades;
  • Estatísticas – violência, etc.;
  • Transporte público
  • Oportunidades de empregos e médias salariais;
  • Preços de carros e seguros;
  • Infra-estrutura de educação – colleges, universidades com os cursos que queremos fazer, child care e escolas públicas infantis; 
  • Vida cultural e lazer – shows, teatro, cinemas, barzinhos, etc.;
  • Custo de vida – gastos iniciais na chegada e mensais;
  • Academias e prática de esportes;
  • Pontos positivos e negativos;
  • Alíquota de impostos;
  • Fatos interessantes sobre a cidade; 
  • Depoimentos. 

Alguém está considerando alguma outra coisa? Caso tenham sugestões, por favor deixem nos comentários e abram a minha mente. :o)  

No próximo post vou falar sobre quais cidades estamos considerando nas pesquisas. E assim que minhas pesquisas ficarem prontas, coloco aqui no blog. 

See you!

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A quem contar?

Em relação ao post anterior, passei as últimas semanas pesquisando os custos de uma viagem para algumas cidades de Canadá. Por enquanto, não vai dar. Manteremos a meta de juntar dinheiro para dar entrada no processo no final do ano mesmo e vamos deixar o barco rolar. A viagem de reconhecimento não será prioridade a não ser que eu receba uma bolada premiada no meio do caminho.  

*** 

Um assunto que já discutimos em casa em relação ao processo é para quem contar sobre os nossos planos. Família, amigos? Por experiências anteriores em outras situações, inicialmente decidimos não contar a ninguém. Para evitarmos a pressão das tentativas de nos dissuadir da idéia, sofrimento por atencipação por partes dos nossos pais e até mesmo que esse nosso projeto chegue ao conhecimento de pessoas que não torcem por nós e nos enviem… digamos assim… “vibrações negativas”, se é que vocês me entendem. 

Com o tempo mudamos um pouco de idéia. O Dinho preferiu contar para a família dele e fez isso no domingo de Páscoa. Por família entendam pais e irmãos apenas. Não entrou em detalhes, mas contou que temos intenção de mudar do país e sobre o processo de imigração do Canadá. Até nos surpreendemos ao saber que o irmão dele mais velho também pensa em ir morar em outro país e talvez até vá pela empresa em que trabalha. O pai deu o maior apoio e a mãe ficou meio chororô.  

Eu prefiro não contar nada à minha família agora. Com a minha mãe já conversei um pouco sobre a vontade que sempre tive de morar fora (e que ela sempre soube) e sobre o processo de imigração. Falei também que só tínhamos medo de decidirmos ir e as coisas não darem certo. Ela me surpreendeu ao me dizer que sabia que o Canadá era excelente para viver e me deu a maior força. Ainda disse que se as coisas não derem certo, é so voltarmos e recomeçarmos aqui no Brasil. Afinal, segundo ela, “a vida é feita de recomeços”.

Quando o nosso processo estiver encaminhado, contarei à minha família também. Só temo pelo meu pai, que uma vez já ficou doente pelo simples fato de eu ter ido passar 10 dias em Nova York. Tenho medo de ele ficar doente de novo se souber que vou embora, ainda mais com um netinho(a) dele. Enfim, é por isso que quero contar somente quando as coisas já estiverem mais definidas. Quanto a amigos, apenas meia dúzia de amigos mais chegados sabem. A maioria vai ficar sabendo quando chegar a hora de irmos. 

E vocês? O que decidiram em relação a isso? Contaram ou não?

Categorias: Família, Planejamento, Viagens | 6 Comentários

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