A quem contar?

Em relação ao post anterior, passei as últimas semanas pesquisando os custos de uma viagem para algumas cidades de Canadá. Por enquanto, não vai dar. Manteremos a meta de juntar dinheiro para dar entrada no processo no final do ano mesmo e vamos deixar o barco rolar. A viagem de reconhecimento não será prioridade a não ser que eu receba uma bolada premiada no meio do caminho.  

*** 

Um assunto que já discutimos em casa em relação ao processo é para quem contar sobre os nossos planos. Família, amigos? Por experiências anteriores em outras situações, inicialmente decidimos não contar a ninguém. Para evitarmos a pressão das tentativas de nos dissuadir da idéia, sofrimento por atencipação por partes dos nossos pais e até mesmo que esse nosso projeto chegue ao conhecimento de pessoas que não torcem por nós e nos enviem… digamos assim… “vibrações negativas”, se é que vocês me entendem. 

Com o tempo mudamos um pouco de idéia. O Dinho preferiu contar para a família dele e fez isso no domingo de Páscoa. Por família entendam pais e irmãos apenas. Não entrou em detalhes, mas contou que temos intenção de mudar do país e sobre o processo de imigração do Canadá. Até nos surpreendemos ao saber que o irmão dele mais velho também pensa em ir morar em outro país e talvez até vá pela empresa em que trabalha. O pai deu o maior apoio e a mãe ficou meio chororô.  

Eu prefiro não contar nada à minha família agora. Com a minha mãe já conversei um pouco sobre a vontade que sempre tive de morar fora (e que ela sempre soube) e sobre o processo de imigração. Falei também que só tínhamos medo de decidirmos ir e as coisas não darem certo. Ela me surpreendeu ao me dizer que sabia que o Canadá era excelente para viver e me deu a maior força. Ainda disse que se as coisas não derem certo, é so voltarmos e recomeçarmos aqui no Brasil. Afinal, segundo ela, “a vida é feita de recomeços”.

Quando o nosso processo estiver encaminhado, contarei à minha família também. Só temo pelo meu pai, que uma vez já ficou doente pelo simples fato de eu ter ido passar 10 dias em Nova York. Tenho medo de ele ficar doente de novo se souber que vou embora, ainda mais com um netinho(a) dele. Enfim, é por isso que quero contar somente quando as coisas já estiverem mais definidas. Quanto a amigos, apenas meia dúzia de amigos mais chegados sabem. A maioria vai ficar sabendo quando chegar a hora de irmos. 

E vocês? O que decidiram em relação a isso? Contaram ou não?

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Categorias: Família, Planejamento, Viagens | 6 Comentários

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6 opiniões sobre “A quem contar?

  1. Olá!
    Realmente essa questão é muito delicada. Minha mãe é a única pessoa que sabe de verdade de nossas intenções. Sempre nos apoiou muito e como a sua mãe, fala que se não der certo, pelo menos tentamos e poderemos voltar ao Brasil a qualquer momento, caso seja necessário.
    A família de meu marido não é muito à favor da idéia e por isso preferimos o silêncio, pois sei eles fariam de tudo pra que mudássemos de idéia.
    Por enquanto o mais acertado e correr atrás e rezar pra que tudo dê certo!
    Gostaria de falar com vcs por email, pois também sou de São Caetano!
    Mandem notícias…
    Renata

  2. Oi Gente,
    É… Também contamos para pouquíssimas pessoas, só para os pais e ainda de um jeito muito por cima… O pai do Daniel é que tá todo empolgado em nos ajudar e só pensa em se aposentar logo pra passar umas “férias” lá com a gente… Tomara que dé tudo certo, acho que contar pelo menos pra pai e mãe só traz energia boa. Já para os amigos e outros parentes também preferimos contar só depois, bem depois… Não queremos opiniões polêmicas agora… Aliás, eu e o Daniel sempre fomos assim: amadurecemos e tomamos nossas decisões e depois, de cabeça feita, compartilhamos com as pessoas… Sempre dá certo!
    Um abraço,
    Raquel

  3. Oi, Van. Eu contei para a minha mãe porque sabia que ela não iria fazer escândalo, afinal, já tem uma filha no Japão que voltará no ano que vem. Já a mãe do Pedro sempre tenta convencê-lo a não ir, apesar de ter 2 filhas nos EUA há quase 20 anos. Mas sabe como e´, ele é o caçula, mais mimadinho da família, hehehehe
    Bom, eu preferi contar de cara pra minha família ir se preparando, mas pedi que não contassem a mais ninguém. Apenas pais e irmãos sabem.
    Bjs
    Jeanne

  4. Olá Van, eu e o Sergio ficamos na maior dúvida de quando seria o melhor momento de contar pra família; nossa família é meio passional e ficamos com medo das pressões pra desistirmos. Por outro lado achamos que eles se sentiriam traídos se somente contássemos quando já estivessemos de malas prontas.
    O que fizemos foi falar meio por cima da nossa intensão de passar um tempo fora do Brasil. Falamos alguma coisa sobre o processo de imigração para o Canadá e só.
    Quando alguem se interessa pelo assunto e nos pergunta alguma coisa respondemos prontamente mas não comentamos a respeito se ninguem pergunta.
    Somente algumas pessoas da familia visitam o nosso blog e devem obter as informações por lá. Não sei dizer o que eles estão pensando a respeito mas ninguem nos apoiou ou tentou nos dissuadir da ideia. Estamos tranquilos que todos foram avisados e felizes por nao estarmos sofrendo pressões.
    Qto aos amigos, somente os mais intimos sabem a respeito do processo. Mesmo quem é contra esta nos apoiando.
    Um abraço,

    Marilena

  5. Olá Vanessa,

    Obrigada pelo comentário no blog e pela dica do curso de espanhol! Vou ver se consigo baixar pela net, qualquer coisa te aviso.

    Bom, a gente contou pra ambas as famílias desde o começo, antes ainda de dar entrada nos papéis. Tivemos apoio total (com certeza meu pai não queria que eu fosse, mas não falou 1 palavra contra… só sei pq o conheço bem… hehehhe). Depois da confirmação de recebimento dos papéis pro consulado contamos pra uns 2 amigos bem chegados. E o resto do pessoal, só depois de tudo certo.
    E não tenha dúvida que a notícia se espalha numa rapidez incrível e incontrolável. Na semana em que contei no trabalho pra pedir demissão, 1 dia depois tinha pessoas que eu nem conhecia comentando o assunto… As pessoas comentam, sabe como é, muitas vezes não por maldade, mas por curiosidade mesmo. Mas é bom ficar quieto até estar tudo certo, o que a gente menos precisa é gente invejosa botando “olho gordo”, né??

    Bjos,
    Lu.

  6. Também não comentamos com quase ninguém, eu abri logo o bocão e contei para minha mãe, não exatamente a verdade e sim parte dela (fazer mestrado), preferi prepara-la aos poucos pois bem conheço minha mãe. Já a mãe do Daniel e família não sabe é de nada.

    Bom, lendo seus posts passados admirei vcs pela coragem de ter logo um bebe.Eu queria muito,mas nos falta coragem nessa hora pra levar um bebe pequeno em uma aventura dessas :).Até mesmo que nosso processo já esta rolando, né?

    Obrigada pelas boas vibrações.Daniel agradece.

    beijinhos, Raquel

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